terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em Leceia - parte I

O dia começou cinzento, mas nada que nos impedisse a curiosidade e a boa disposição. O encontro foi na Fábrica da Pólvora, Barcarena, Oeiras ( um lugar bonito e mágico, que merece muitas e muitas visitas).
Iniciámos a Aventura com uma ida à Exposição Monográfica do povoado pré-histórico de Leceia.




Depois de percorrermos o Caminho do Príncipe, fomos também à Casa do Salitre, onde se encontram reunidos os achados arqueológicos da área de Oeiras.


Fizemos muitas perguntas, vimos cerâmicas,  ferramentas, adornos e tantas coisas! Estivemos como em casa, no meio de tanta preciosidade de épocas antigas... 
Somos ainda pequenos, mas tão curiosos e sedentos de aprender!



O Sol escondia-se mas já eram horas de almoço, tempo de um piquenique junto ao parque infantil.

A Aventura decorria, entre descobertas, brincadeiras e....pois, risadas e muita lama!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Em Leceia - parte II

A nossa Aventura continuou pela tarde. Um pouco mais longe, chegámos ao nosso objectivo: o Castro de Leceia.

Esta, é uma das estações arqueológicas mais exploradas e com maior extensão de escavações num povoado pré-histórico, em Portugal. 

Caminhámos por entre musgo, pedras e árvores, num tapete verde coberto de orvalho e flores.

Leceia foi ocupada por mais de 1000 anos, desde o Neolítico final até ao Calcolítico.  

Foi erigida sobre o vale da Ribeira de Barcarena, construída no alto, fortificada e bem muralhada, ao longo de séculos. Provavelmente, por ser uma comunidade dedicada às actividades agrícolas e pastoris, necessitando de proteger pessoas e bens de outros grupos da região.




Ouvimos com a atenção as explicações e histórias contadas pela responsável pela visita, embalados pelo vento nos eucaliptos por cima de nós.
E a nossa imaginação levantou voo...


Imaginámos como seria viver naquele lugar, há tantos séculos atrás...as primeiras hortas, os primeiros rebanhos de ovelhas e cabras...caçando coelhos, veados ou javalis ou mesmo ursos e cavalos selvagens!

Ou pescando em baixo, com linha e anzóis de cobre, na ribeira... que seguiria até o rio Tejo e ao mar.... 
Como seriam as casas, redondas e com uma lareira no meio...as eiras, os caminhos e as muralhas altas. 

Como seriam as crianças da altura, as suas brincadeiras...

Foi um dia em cheio...aprendemos muito e brincámos ainda mais. 
Valeu mesmo a pena!