sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um dia em "Más a tierra".

 Na minha ilha deserta, construirei uma cabana. Ou duas.
Terá flores, árvores e peixes, muitos peixes...e gatos e cabrinhas e cães...
levarei um relógio, um frasco de compota e uma faca. Ah, e também uma caneta e biscoitos.

 Na minha ilha deserta, haverá palmeiras, pássaros e patos. Baleias e pedras.
Construirei um catavento com o Norte e Sul no telhado e uma cana de pesca.

Na minha ilha deserta, vou conversar com os galos e galinhas, dar-lhes migalhas do meu almoço e depois...
vou-me embora.

Alexander Selkirk foi um marinheiro escocês que viveu quatro anos isolado numa ilha. Conta a história, que se recusou a continuar viagem no navio Cinque Ports, por achar a embarcação insegura. Preferiu desembarcar numa ilha deserta e esperar novo navio....O Cinque Ports acabaria por naufragar em alto-mar.
Foi salvo por Eduard Cook em 1709, depois de Alexander ver a bandeira inglesa hasteada no Duke. Até aí, tinha se escondido sempre, por os navios terem pavilhão espanhol.
Em 2008, numa escavação arqueológica na ilha, foram identificados os locais exactos das (duas) cabanas e  recolhidos objectos do marinheiro.
A história de Alexander, inspirou Daniel Dafoe a escrever um dos livros de aventuras mais conhecidos de sempre e, a ilha, antigamente chamada de "Más a tierra" e na altura, de Stª. Cecília,  chama-se actualmente Ilha Robinson Crusoe.