quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viagem a Nárnia

Nesta Aventura, esperava-nos uma batalha...
Para isso, construímos espadas, arcos e flechas, enquanto ouviamos a (abreviada) história escrita por C.S.Lewis. Pusemos as nossas coroas e mantos e, cheios de coragem, embarcámos em mais uma viagem a
NÁRNIA.
 Afinal, somos os reis e rainhas desse país longínquo, fora do nosso tempo.
A porta do guarda-roupa fechou-se atrás de nós e...
 Era a hora de enfrentarmos a rainha do gelo, Jadis, impedindo-a de nos transformar em frias estátuas, do seu trono, rodeado de estranhas criaturas, onde até os cogumelos são lilazes...
 De regresso, quisemos ir visitar Aslam, o grande leão. 
Esperava por nós, em folhas brancas, ganhando cor,com as nossas canetas e imaginação...
 Enquanto isso, o mais pequeno dos reis de Nárnia dormia, embalado na música e nas vozes das aves.
 Enquanto os restantes reis e rainhas de Nárnia atravessavam de novo o portal, deixando fechar a porta do guarda-roupa (com muita relutância e depois de várias idas e vindas).
 Um abraço a Aslam!
Coragem, companheirismo e entreajuda.

domingo, 9 de dezembro de 2012

A menina do mar (Ecossistemas marinhos/ Ciência Viva)

"Mas na maré vazia as rochas apareciam cobertas de limo, de búzios, de anémonas, de lapas, de algas e de ouriços. Havia poças de água, rios, caminhos, grutas, arcos, cascatas. Havia pedras de todas as cores e feitios, pequeninas e macias, polidas pelas ondas. E a água do mar era transparente e fria. Às vezes passava um peixe, mas tão rápido que mal se via. Dizia-se "Vai ali um peixe" e já não se via nada."

(em A menina do mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen)
Sim, é Dezembro e está uma límpida manhã...
Demos início ao nosso projecto "Ecossistemas marinhos/Ciência Viva". Esta, é a nossa primeira saída de campo, a fim de identificar e reconhecer alguns seres vivos e seu ambiente.
Como o menino da história, andámos pelas rochas, repletas de segredos e bichinhos surpreendentes. Descobrimos recantos, cobrimos-nos de areia, água, brincadeiras de baldes e pás, camaroeiros e galochas...
A maré baixa deixara a descoberto verdadeiros tesouros, conchas brilhantes, algas escorregadias...
Durante um almoço breve, pois a brincadeira chamava de novo, vimos livros sobre a vida marinha, ilustrações coloridas e descrições do que tínhamos visto:
O peixinho, que correra a esconder-se debaixo das pedras era um caboz, aqueles lindos e brilhantes búzios, tão pequeninos e juntinhos, eram os burriés (Gibbula cineraria), as outras conchas, grandes e com ar sério, eram os mexilhões (Modiolus barbatus?)...As outras, claras e pacíficas, eram lapas e ainda havia as cracas...
Vimos algas. Verdes (Cladophora rupestris), vermelhas ( Laurencia pinnatifida) e castanhas (Pelvetia caniculata?)
E tantas outras coisas!
A maré trazia lindas medusas ( alforrecas) , enormes e de meter respeito! Mas depois percebemos que não eram perigosas ( Rhizostoma pulmo?)...
Fizemos desenhos do que tínhamos visto e do que nos fazia lembrar o mar, a praia...e brincámos, brincámos, brincámos!
Foi um dia bem passado, não acham?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um dia na cidade de Pedranta - parte II

A Aventura continuou por ali perto: Mais acima na ribeira, no lugar de Catribana. Aqui, encontra-se uma ponte romana, ímpar no seu género e património em via de...colapso.
A beleza da paisagem, os cheiros a terra e erva, a água a correr lá em baixo...
De quando em quando, as nascentes e pequenas quedas de água, acompanham-nos na estrada de terra batida.
E já depois de atravessarmos (um a um, por razões de segurança e com muito ;)juízo)a ponte, subimos o "caminho do castelo", a calçada romana que lhe segue.
Depois de tanto andar, já depois de regressarmos à margem de Catribana, aproveitámos o solinho e umas pedras caídas de um muro para lancharolar. O frio estava de volta mas a energia também!
De novo, atravessámos a ponte, desta vez para explorarmos o arco e a encosta da margem contrária.
Que lindo que isto é.... questionámos a importância destas paragens, para terem uma ponte tão bem feita: Olisipo precisava de alimentos frescos e de boas estradas até lá, com certeza.

Por estas paragens, há cogumelos "limões", "Cócógumelos" e montanhas e montanhas de sílex...
Há bagas e arbustos, árvores frondosas e um mundo de verdes...
E no regresso: "Olha, há ali qualquer coisa...vamos ver o que é?"
Por entre uma vegetação cerrada, uma porta entreabria-se...
 "Parece a casinha dos anões na floresta, da Branca de Neve!..."
 Não...é uma antiga azenha...que bonita!
 Pois é, a Aventura ainda não tinha acabado e já o resultado era este!
 Uns quilómetros mais longe, já para os lados de Odrinhas, o dia a findar, fomos visitar ainda um outro sítio:

Os Menires e os Tanques de Barreira.
Fabuloso, não acham?
Hoje, andámos por " terras de cardos, de pedras e do diabo", como falou Gil Vicente. 
Andámos pelo Neolítico e demos um saltinho ao período romano. 
Foram muitos "mil anos" num só dia!
E assim, já quase noite, rumámos a casa. Uns adormecendo na viagem, os outros sonhando acordados com os tesouros que levam no bolso: pedrinhas, areia, folhas, bagas, marotices (muitas) e os amigos, claro!
Até breve!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Um dia na cidade de Pedranta - parte I

Dizem os antigos 
que aqui existiu a cidade de Pedranta. 
No alto destas falésias, os homens do Neolítico fundaram uma das primeiras cidades. Viveram, cultivaram os primeiros campos, cuidaram dos seus animais e sepultaram os seus mortos. Na praia da Samarra 
( Sintra), numa das margens, situa-se a estação arqueológica e jazidas.
Com uma paisagem de cortar a respiração, num dia de Sol e muito frio de (quase) Inverno, descemos a estas paragens, caminhámos por entre trilhos e com ventos de gelar. 
Aprendemos como viviam estes homens, porque teriam escolhido este sítio, como seria o nível do mar, o rio, o clima... As mudanças, as conquistas e descobertas, a roda, o fogo, a agricultura.  Explorámos as nascentes e cascatas que caíam dos penhascos, os animais que por aqui vivem...
 Procurámos peixes no rio, coelhos pelas sebes, pegadas de aves...

  

 Andámos à caça de "pedras-de-raio", pedras polidas e negras, que serviriam possivelmente para machados,no desbravar das matas para preparar os primeiros terrenos de cultivo, na caça ( e quem sabe, no fogo)e tão preciosas, que acompanhavam os mortos na sua sepultura.
A manhã já ia no fim e a Aventura pelos tempos antigos, pelas histórias e pela História, ainda estava no começo....


Charcoscomvida/Ciência Viva - visita de campo




 Estas, são fotografias da nossa última visita de campo ao "nosso" charco, ainda em fase inicial. Desta vez, observámos, identificámos e  desenhámos a flora circundante.